27/9/2020 a 5/10/2020 Volta a Portugal – Edição Especial 2020

A Volta a Portugal Edição Especial Jogos Santa Casa será disputada, entre 27 de setembro e 5 de outubro, por 15 equipas e um total de 105 corredores. Dez formações serão portuguesas e as restantes vêm de fora. 

propedalar.com @ 18-9-2020 16:28:13

Tudo começa com uma luta contra o cronómetro, um prólogo de 7 quilómetros, em Fafe. Os contrarrelogistas, os homens que aspiram à camisola amarela final e os velocistas que se adaptam a contrarrelógios curtos são os principais candidatos na jornada inaugural.

A primeira etapa é a mais longa da competição, fazendo uma travessia de este para oeste, ligando, numa viagem de 180 quilómetros, o transmontano concelho de Montalegre, terra-natal de Acácio da Silva, ao monte de Santa Luzia, em Viana do Castelo. A meta, coincidente com um prémio de montanha de terceira categoria, promete emoção, num local em que os favoritos à geral têm de estar na frente, embora, por vezes, haja sprinters que aguentam o ritmo e conseguem desfeiteá-los.

A segunda etapa é uma das tiradas decisivas. Começa em Paredes e termina, depois de ultrapassados 167 quilómetros, no monte Farinha, junto à ermida de Nossa Senhora da Graça, em Mondim de Basto. A subida para a meta, de primeira categoria, é antecedida por duas montanhas de quarta categoria, Rebordosa (km 11,6) e Velão (km 110,7), e duas de primeira, serra do Marão (km 96) e Barreiro (km 131,7).

Os velocistas deverão ter uma oportunidade no final dos 171,9 quilómetros da terceira etapa, entre Felgueiras e Viseu. Segue-se mais uma jornada provavelmente determinante para as contas da classificação geral. A tirada número quatro tem apenas 148 quilómetros, mas vai provar que a distância não é tudo. Os corredores partem da Guarda para chegarem ao ponto mais alto de Portugal Continental, a Torre. A meta, coincidente com um prémio de montanha de categoria especial, será alcançada pela vertente que muitos consideram a mais exigente da serra da Estrela, a subida de 20,2 quilómetros desde a Covilhã, com passagem pelas Penhas da Saúde. A escalada de segunda categoria nas Penhas Douradas (km 72,5) e a subida de terceira categoria em Sarzedo (km 111) completam a ementa montanhosa do dia.

A quinta etapa dará nova hipótese de vitória aos sprinters, isto se houver equipas com interesse em pegar na corrida para impedir uma fuga de vingar. A partida será em Oliveira do Hospital, um dos concelhos mais assíduos no itinerário da Volta na última década, e a chegada em Águeda, terra de bicicletas e importante pólo da indústria velocipédica portuguesa. A viagem de 176,3 quilómetros tem outro momento simbólico, quando a caravana passar junto ao Centro de Alto Rendimento de Anadia, em Sangalhos, a menos de 20 quilómetros do final.

O cinquentenário da primeira vitória de Joaquim Agostinho na Volta a Portugal será comemorado na sexta etapa da corrida, um périplo de 155 quilómetros na região Oeste, entre as Caldas da Rainha e Torres Vedras. O terreno ondulado e o vento, que muitas vezes se sente naquele território, vão exigir atenção redobrada a quem pretenda manter intactas as aspirações à conquista da Volta.

Loures, onde a República foi declarada um dia antes do resto do país, a 4 de outubro de 1910, assinala a efeméride com o arranque da sétima etapa, que terminará em Setúbal, ao cabo de 161 quilómetros. A meta, na Avenida Luísa Todi, é um belo cenário para uma chegada ao sprint, mas a subida de segunda categoria na Arrábida, a 13,4 quilómetros da chegada, é um convite às movimentações dos candidatos à vitória na Volta a Portugal. Em 2017, com um final de corrida semelhante a este, logo na primeira etapa, ficou encontrado o restrito lote de candidatos à vitória final.

No dia em que se celebram oficialmente 110 anos da Implantação da República Portuguesa, Lisboa vai coroar o vencedor da Volta a Portugal de 2020. O dono da camisola amarela será encontrado no final do contrarrelógio de 17,7 quilómetros, que parte da Avenida Ribeira das Naus para chegar na Praça do Comércio, depois de percorridas algumas das artérias mais simbólicas da zona ribeirinha e da baixa da cidade.  

Percurso

27 de setembro – Prólogo: Fafe – Fafe, 7 km (CRI)

28 de setembro – 1.ª Etapa: Montalegre – Santa Luzia (Viana do Castelo), 180 km

29 de setembro – 2.ª Etapa: Paredes – Senhora da Graça (Mondim de Basto), 167 km

30 de setembro – 3.ª Etapa: Felgueiras – Viseu, 171,9 km

1 de outubro – 4.ª Etapa: Guarda – Torre (Covilhã), 148 km

2 de outubro – 5.ª Etapa: Oliveira do Hospital – Águeda, 176,3 km

3 de outubro – 6.ª Etapa: Caldas da Rainha – Torres Vedras, 155 km

4 de outubro – 7.ª Etapa: Loures – Setúbal, 161 km

5 de outubro: 8.ª Etapa: Lisboa – Lisboa, 17,7 km (CRI)


Pelotão de 15 equipas

As nove equipas continentais portuguesas têm na Volta o principal objetivo do ano, esperando-se forte protagonismo das formações Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel, Aviludo-Louletano, Efapel, Feirense, Kelly-InOutBuild-UDO, LA Alumínios-LA Sport, Miranda-Mortágua, Rádio Popular-Boavista e W52-FC Porto.

A representação nacional estará ainda a cargo da Equipa Portugal. Será uma seleção nacional maioritariamente composta por corredores sub-23, num elenco que visa dar uma oportunidade e um palco de excelência a ciclistas de equipas de clube portuguesas e a jovens corredores nacionais que representam equipas estrangeiras e que, em 2020, devido à pandemia, viram os respetivos calendários fortemente condicionados.

O pelotão vai ainda contar com cinco equipas estrangeiras, todas de categoria ProTeam, o segundo patamar internacional, logo a seguir ao WorldTour. Entre os conjuntos convidados estão a ProTeam mais cotada no ranking mundial, a francesa Team Arkéa-Samsic, 12.ª da hierarquia internacional. O português José Azevedo vai dirigir na Volta a Portugal Edição Especial Jogos Santa Casa outro conjunto gaulês, Nippo Delko Provence.

De Espanha chegam a Burgos-BH e a Caja Rural-Seguros RGA. A Rally Cycling está já a estagiar em Portugal e vai representar os Estados Unidos da América no pelotão voltista.

A situação pandémica e a necessidade de tomar todas as medidas de mitigação de riscos, levaram a Federação Portuguesa de Ciclismo a decidir ter um pelotão com menos 20 por cento de corredores do que os presentes na Volta a Portugal de 2019. Por esse motivo, não foi possível aceder aos pedidos de participação de mais duas formações ProTeam e de quatro continentais.

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