Marta esteves é a melhor portuguesa na Taça das Nações Júnior Feminina
Marta Esteves foi a 38.ª classificada na Taça das Nações Júnior Feminina, que se realizou este domingo em Jaén, Espanha, no âmbito da “Clásica Jaén Paraíso Interior”, assinalando o regresso tão desejado da Seleção Nacional de Estrada Feminina a esta importante corrida internacional. Naquela que foi também a primeira prova da Seleção Sub-19 em 2026, a júnior portuguesa ficou a 06m17s da vencedora, a lituana Augustè Mikutytè (Grouwels-Watersley R&D Road Team), que terminou os 74,8 quilómetros do percurso em 02h14m56s. O pódio ficou completo por duas corredoras da Seleção de Espanha, Alejandra Neira, a 23 segundos da vencedora e Mirari Gotxi, terceiro lugar e com mais 35 segundos que Augustè Mikutytè.
propedalar.com @ 16-2-2026 10:24:10
Num dia em que o nível competitivo era elevado e o percurso exigente - com partida e chegada a Úbeda, Cidade Património da Humanidade -, a Seleção Nacional lutou pelo melhor resultado. Foram 76 as atletas que alinharam à partida, para a segunda edição da Taça das Nações UCI Jaén Paraíso Interior. O trajeto, bem ondulado, foi disputado na primeira metade integralmente em asfalto, para depois reinar o “sterrato”.
Foram três troços, que seriam decisivos para o desfecho da corrida: Juancaballo (aos 45,4 quilómetros, com 3,6 de extensão), San Bartolomé (aos 56,2 quilómetros, com 3,3 de extensão) e Mar de Olivos, o mais longo e exigente (a menos de 10 quilómetros da chegada e com 7,3 de extensão). Foi o “sterrato” que antecedeu a subida final, com três quilómetros, e que levaria à meta, de novo na Cidade Património da Humanidade de Úbeda.
A corrida decidiu-se entre o trio da frente, em San Bartolomé, que conseguiu aumentar a vantagem para 01m10s sobre o pelotão. Mas em Mar de Olivos, Mikutytè acelerou o ritmo, ganhando margem para isolar-se e erguer os braços na chegada a Úbeda.
A seguir a Marta Esteves, das seis atletas convocadas, Eva Emídio concluiu na 52.ª posição. Bárbara Cunha, Diana Silva, Bárbara Santos e Daniela Silva não terminaram.
A selecionadora nacional Daniela Pereira, referiu que “a corrida foi extremamente rápida no início e tivemos o azar da Bárbara Cunha furar ainda antes do quilómetro zero. Contudo, não esperaram e deram a partida real. Com a velocidade inicial, a Bárbara já não conseguiu recuperar e optámos por fechar a corrida dela, mesmo sabendo que tinha capacidade para acabar classificada. Quanto às restantes atletas, houve má colocação e alguma falta de ritmo. Não têm tido muitas experiências com a Seleção Nacional, mas principalmente porque foi uma corrida muito seletiva, o que faz com que o resultado de quem se classificou seja muito bom”. A selecionadora explicou ainda que os setores de “sterrato” estavam “muito danificados pela chuva, resultando em cortes, furos e quedas. Por isso, dentro da panorâmica geral, foi um balanço positivo. Mesmo com a avaria mecânica, fizeram uma corrida muito razoável. Resta-nos continuar a trabalhar. Tenho a certeza de que vão chegar lá”.


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