Acompanhe a Maratona de Paris e a clássica de ciclismo Paris-Roubaix no Eurosport

A cidade das luzes recebe dois eventos de dimensão mundial este domingo com a realização da Maratona de Paris e a duríssima clássica de ciclismo Paris-Roubaix, também conhecida como o “Inferno do Norte”. O Eurosport garante a transmissão, em direto, de toda a ação e emoções destas corridas que prometem deixar os espetadores agarrados aos seus ecrãs.

propedalar.com @ 6-4-2018 16:18:57

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©Getty Images

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A emissão arranca no Eurosport 1 às 07:00, este domingo, e nela vai poder descobrir que atletas conquistam as medalhas numa das mais prestigiadas maratonas do mundo. Criada em 1976, a maratona de Paris reúne anualmente perto de 40.000 participantes que percorrem os 42,195 km do percurso citadino passando por locais emblemáticos, como os Campos Elíseos, as Praças da Concórdia e da Bastilha, a Pont Neuf e o Trocadero.

Ao longo de quatro décadas, a Maratona de Paris tem atraído alguns dos melhores atletas do globo. No histórico de campeões, o Quénia surge destacado no topo da lista com 19 triunfos: 12 no setor masculino e 7 no feminino. A França é segunda, com 10 vitórias nos homens e 4 nas mulheres.

Os portugueses Manuel Matias e Aurora Cunha fizeram história ao venceram as duas maratonas em 1988. Mais tarde, Domingos Castro, em 1995, e Henrique Crisóstomo, em 1996, triunfaram novamente fazendo soar “A Portuguesa” em Paris.

O melhor tempo da Maratona de Paris foi estabelecido pelo etíope Kenenisa Bekele com a marca de 2h05m04s. Nas senhoras, o recorde pertence à queniana Purity Rionoripo com a marca de 2h20m55s garantida em 2017.

No ano passado, o casal Paul Lonyangata e Purity Rionoripo ganhou a Maratona de Paris. Na prova masculina, Lonyangata somou a vitória com uma marca de 2h06m10s enquanto, na prova feminina Rionoripo impôs-se sobre a concorrência com um novo recorde.

Terminada a Maratona de Paris, a emissão do Eurosport 1 mantém-se na capital francesa e, a partir das 10:00, acompanha o arranque de mais uma edição da Paris-Roubaix, uma das mais antigas e emblemáticas “clássicas” da história, famosa pela sua dureza, devido ao grande número de setores de empedrado que os ciclistas enfrentam.

Conhecida também como “Inferno do Norte”, “Rainha das Clássicas” ou “Corrida da Páscoa”, esta competição é a terceira dos “Cinco Monumentos” de ciclismo. É, igualmente, a quarta e última das “Clássicas do Empedrado”.


Para os amantes da modalidade, esta é a grande oportunidade para ver alguns dos melhores do mundo em “estradas” que geralmente estão fechadas ao trânsito nos restantes dias do ano. O pelotão chega a ter de superar 29 setores de empedrado, num total de 50 km.

As condições meteorológicas no dia da prova têm uma enorme influência sobre o estado do piso. Quando o sol brilha, os ciclistas têm grandes dificuldades de visibilidade devido à poeira, enquanto em dias de chuva, é a lama que mais lhes complica a vida, tornando o piso escorregadio.

Trouée d’Arenberg, Mons-en-Pévèle, Carrefour de l’Arbre ou Quiévy – Saint-Python são alguns dos setores de empedrado mais famosos devido à sua extensão, estado do piso e grau de dificuldade. Ao longo dos anos, “Os Amigos da Paris-Roubaix” têm trabalhado na recuperação de muitos setores de empedrado, que se foram degradando com o passar do tempo.

No ano passado, o triunfo pertenceu ao belga Greg Van Avermaet (BMC), que bateu ao sprint, no Velódromo de Roubaix, o checo Zdenek Stybar (Quick-Step Floors) e o holandês Sebastian Langeveld (Cannondale-Drapac).

Em 115 edições, os belgas venceram 56, os franceses 28 e os italianos 13. O primeiro vencedor da Paris-Roubaix foi o alemão Josep Fischer, em 1896. Os belgas Roger De Vlaeminck (1972, 1974, 1975 e 1977) e Tom Boonen (2005, 2008, 2009 e 2012), com quatro vitórias cada, são os recordistas da competição. A última vitória de um ciclista francês na Paris-Roubaix foi protagonizada por Frédéric Guesdon em 1997.

Nos anos de 1915 a 1919 e entre 1940 e 1942, as Grandes Guerras impediram a realização da prova. Desde 1977, o troféu do vencedor do Paris-Roubaix é um paralelepípedo.

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